No final de 2013, o Brasil conheceu um novo cantor. Mais tarimbado do que sua juventude faz parecer à primeira vista. Tão técnico e consciente quanto contagiante e carismático. Uma voz cujo timbre, de tão belo e pessoal, só permite comparações com o afinco, o esmero e o respeito com que esse artista se dedica a sua profissão, seu talento, seu ser e fazer. Seu dom.
Marcos Lessa surgiu para o grande público através do programa “The Voice Brasil” e logo conquistou crítica e espectadores, demarcando claramente sua diferença. Em vez de agudos rascantes, repetições de tendências, ingredientes mesmos de uma mesma receita, a opção pela concisão. Pela elegância. Pelo estilo. Pelas notas certas, espontâneas, naturais. Múltiplas. Brasileiras.
As virtudes que o fizeram, em pouco tempo de carreira, conquistar as plateias de Fortaleza e angariar o respeito de instrumentistas, compositores, jornalistas, produtores, ouvintes, foram imediatamente reconhecidas em todo o País. Bastaram poucos minutos para que a cena musical nacional (re)conhecesse um de seus novos integrantes e lhe desse as boas-vindas. Tal qual Irene no céu, Marcos Lessa, com seu chapéu e seu sorriso e sua coragem desprovida de vaidades ou cerimônias, pôde entrar sem pedir licença. Foi acolhido por cada um que se viu surpreso e tocado pelo grave da voz de um Brasil oculto, berço de infindáveis surpresas musicais, que novamente deposita sobre um jovem artista bênçãos, alegrias e expectativas.