De 11 a 12 de Setembro de 2026
Há um perigo silencioso que ronda a Igreja: ocupar as mãos enquanto o coração se distancia da Mesa.
Vivemos dias em que somos constantemente tentados a medir a vida cristã pelo que fazemos, e não por quem permanece no centro dela. Corremos para produzir, servir, aprender, ensinar, liderar, construir e realizar. Mas, quando até as coisas de Deus ocupam o lugar de Cristo, perdemos justamente aquilo que dá sentido a todas elas.
A vida cristã nunca foi um convite para fazer coisas para Cristo, mas para viver a partir dEle.
Foi por isso que Jesus não disse: "Produzam muitos frutos." Antes, disse: "Permaneçam em mim." Em João 15, o fruto nunca é o ponto de partida; ele é a consequência inevitável de uma vida unida à Videira.
Primeiro a permanência.
Primeiro Cristo.
É da comunhão com Cristo que nasce uma fé perseverante. É dessa união que brotam a santidade, a alegria, a esperança, a obediência, o amor ao próximo e a missão. O Evangelho não transforma apenas aquilo que fazemos; ele transforma quem somos.
Cristo não é um meio para alcançarmos uma vida melhor. Ele é a própria Vida. Não é apenas quem nos salva do pecado, mas quem sustenta cada passo da nossa caminhada.
Não é apenas o início da fé; é seu centro, seu fundamento e seu fim.
É por isso que, neste ano, nossa conferência terá um único tema:
Nos dias 11 e 12 de setembro, queremos nos reunir para voltar ao centro. Não para buscar uma nova tendência, mas para contemplar a suficiência de Cristo. Não para sair apenas com mais conhecimento, mas com o coração cativado por Aquele de quem, por meio de quem e para quem são todas as coisas.
Que nós voltemos ao lugar onde Cristo sempre esteve: o centro absoluto da nossa fé, da nossa adoração, da nossa esperança, dos nossos relacionamentos, da nossa missão e da nossa vida.
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