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Sobre


Nós tivemos a sorte de nascer na melhor época para se viver: tecnologia avançando cada vez mais, melhoria na qualidade de vida e, resultante disto, há um prolongamento na expectativa de vida. É a era da informação. Nós podemos nos conectar com pessoas de todo o mundo no tempo de alguns cliques, logo os círculos sociais se expandiram e não mais é necessário se ter telefone fixo, enviar cartas, ou sequer sair de casa, é possível que mais de vinte pessoas se conectem de forma simultânea em uma sala de conversação onde para falar, somente é necessário que se tenha um microfone. De fato, tivemos sorte. No entanto, este mesmo ambiente tecnológico trouxe consigo alguns malefícios. As redes sociais proporcionam que todos usem máscaras; elas são usadas, dos dedos mascarados são disparados tiros de fuzil. O que deveria ser maravilha, acaba se tornando um matadouro e, este matadouro é abastecido todos os dias, e todos os dias novos abatedores surgem, e todos os dias nós nos tornamos abatedores, e todos os dias nós somos corpos abatidos. Para além da internet, o imediatismo e todas as outras forças imediatas acabaram fazendo de nossa carne automotor, máquina de queima. Além de corpos abatidos diariamente, somos também corpos preparados para o abate, o que é completamente diferente de ser abatido de repente. Um corpo abatido de repente é algo trágico, uma vida é tirada de um corpo ainda vivo, pulsando, um corpo que quer viver e não há nada mais trágico que uma morte. Um corpo preparado para o abate é domesticado, é alimentado com ânsias niilistas, a ele é oferecido copos e copos de docilidade, ele é enclausurado, não cresce, não se expande porque a ele não é permitido, e não há nada mais trágico que uma morte. O que pode a literatura e as artes em tempos sem saúde? Pode muito, pode muito. Não seria da informática? Do digital? Na realidade a literatura do campo científico e também das mídias definem esse período sócio histórico enquanto da interatividade ou do conhecimento.

Mediador


Victor Guilherme Feitosa

As vezes sente que faz arte

Programação


Dia 30 de Julho

Horário Atividade Descrição
19:30h às 22:00h Performance e Discussão

Performance: Silêncios e silêncios dos gritos silenciosos;
Discussão: O tempo em que vivemos.

Dia 01 de Agosto

19:00h às 22:00h Discussão

Areia movediça: o sentir-se enclausurado, camisa de força;
Texto: Reino dos bichos e dos animais é o meu nome, Stela do Patrocínio.

Dia 06 de Agosto

19:00h às 22:00h Discussão

Corpo = o que se vê no espelho + o que não se vê;
Texto: Técnicas para não afundar, Moisés Alves

Dia 08 de Agosto

19:00h às 22:00h Discussão

Se posicionar entre.
Texto: A Terceira Margem do Rio, João Guimarães Rosa

Dia 13 de Agosto

19:00h às 22:00h Discussão

O enlace do bicho que quer ser bicho.
Texto: Proibido amarrar animais, Moisés Alves.

Dia 15 de Agosto

19:00h às 22:00h Discussão

Esperança e evocações.
Texto: Uma esperança, Clarice Lispector.

Dia 20 de Agosto

19:00h às 22:00h Performance e Discussão

Performance: Fantasmas e o que se cala
Discussão: Fantasmas.
Textos: Fantasmas, Moisés Alves, Coisa de quem vai, Victor Guilherme Feitosa

Dia 22 de Agosto

19:00h às 22:00h Discussão

O fazer artista para se manter vivo.
Texto: Elaborações do que sangra. Subversão de hábitos, in
Lições e subversões, Lucia Santaella

Dia 27 de Agosto

19:00h às 22:00h Discussão

Portas, janelas, desvios e curvas: para uma elaboração do que dói.

Dia 29 de Agosto

19:00h às 22:00h Performance

Performance: Viver, viver e doce de leite.

Inscrições


Evento gratuito.

Letras XVI


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