Nós tivemos a sorte de nascer na melhor época para se viver: tecnologia avançando cada vez mais, melhoria na qualidade de vida e, resultante disto, há um prolongamento na expectativa de vida. É a era da informação. Nós podemos nos conectar com pessoas de todo o mundo no tempo de alguns cliques, logo os círculos sociais se expandiram e não mais é necessário se ter telefone fixo, enviar cartas, ou sequer sair de casa, é possível que mais de vinte pessoas se conectem de forma simultânea em uma sala de conversação onde para falar, somente é necessário que se tenha um microfone. De fato, tivemos sorte. No entanto, este mesmo ambiente tecnológico trouxe consigo alguns malefícios. As redes sociais proporcionam que todos usem máscaras; elas são usadas, dos dedos mascarados são disparados tiros de fuzil. O que deveria ser maravilha, acaba se tornando um matadouro e, este matadouro é abastecido todos os dias, e todos os dias novos abatedores surgem, e todos os dias nós nos tornamos abatedores, e todos os dias nós somos corpos abatidos. Para além da internet, o imediatismo e todas as outras forças imediatas acabaram fazendo de nossa carne automotor, máquina de queima. Além de corpos abatidos diariamente, somos também corpos preparados para o abate, o que é completamente diferente de ser abatido de repente. Um corpo abatido de repente é algo trágico, uma vida é tirada de um corpo ainda vivo, pulsando, um corpo que quer viver e não há nada mais trágico que uma morte. Um corpo preparado para o abate é domesticado, é alimentado com ânsias niilistas, a ele é oferecido copos e copos de docilidade, ele é enclausurado, não cresce, não se expande porque a ele não é permitido, e não há nada mais trágico que uma morte. O que pode a literatura e as artes em tempos sem saúde? Pode muito, pode muito. Não seria da informática? Do digital? Na realidade a literatura do campo científico e também das mídias definem esse período sócio histórico enquanto da interatividade ou do conhecimento.
| Horário | Atividade | Descrição |
|---|---|---|
| 19:30h às 22:00h | Performance e Discussão | Performance: Silêncios e silêncios dos gritos silenciosos;
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| 19:00h às 22:00h | Discussão | Areia movediça: o sentir-se enclausurado, camisa de força;
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| 19:00h às 22:00h | Discussão | Corpo = o que se vê no espelho + o que não se vê;
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| 19:00h às 22:00h | Discussão | Se posicionar entre.
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| 19:00h às 22:00h | Discussão | O enlace do bicho que quer ser bicho.
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| 19:00h às 22:00h | Discussão | Esperança e evocações.
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| 19:00h às 22:00h | Performance e Discussão | Performance: Fantasmas e o que se cala
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| 19:00h às 22:00h | Discussão | O fazer artista para se manter vivo.
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| 19:00h às 22:00h | Discussão | Portas, janelas, desvios e curvas: para uma elaboração do que dói. |
| 19:00h às 22:00h | Performance | Performance: Viver, viver e doce de leite. |