Serelepe é fruto das experiências que o duo Robson Póvoa (voz, triângulo) e Luccas Martins (zabumba, violão) traz de outras vertentes como blues, rock, samba, choro e jazz. A proposta é se apresentar sempre com ao menos um convidado especial, independentemente do instrumentista, e fazer o forró passando por esses filtros. Essa formação de duo, e não de trio do forró tradicional, deixa bem explícita a assinatura de cada artista e multiplica as possibilidades de fazer forró com sotaques diferentes.
O disco de estreia “Forró por aí...”, indicado a “Melhor Grupo de Música Regional” no Prêmio da Música Brasileira 2017, propõe uma mistura entre linguagens musicais e possibilita a circulação do trabalho em circuitos típicos do forró pé-de-serra, como a participação no FENFIT (Festival Nacional Forró de Itaúnas) e em importantes espaços culturais como os da rede SESC.
Cada composição e arranjo revelam as influências de outros universos musicais, utilizando instrumentos inusitados como a cítara, que é um instrumento muito presente na música indiana, o udu, um tipo de vaso cerâmico de origem africana, e o baixo tuba, o tradicional instrumento de sopro utilizado para fazer conduções na região grave em bandas sinfônicas.